Estruturas Habitáveis De Vestir
Como formas estruturais inatas, moda e arquitetura andam sempre juntas. Prédios e monumentos famosos inspiraram texturas, cores e até a maneira como os estilistas modelam ou usam o tecido, e temos visto a evolução dessas práticas em coleções de estilistas de moda como Helmut Lang, Gianfranco Ferrè e Hussein Chalayan. Além disso, arquitetos como Zaha Hadid e Rem Koolhaas são conhecido por seus trabalhos em parceria com grifes como Chanel e Prada, ajudando a estabelecer ainda mais o visual dessas marcas criando designs de cenário tão cuidadosamente elaborados quando as roupas.
Arquitetos e estilistas precisam pensar espacialmente e traduzir desenhos em 2D para realidades 3D, mas enquanto os arquitetos (geralmente) constroem visando a permanência por décadas, as tendências da moda mudam pelo menos duas vezes ao ano, o que faz sentido pois muitas vezes a moda mais “atemporal” é aquela estruturalmente mais simples, clássica e durável. Mais importante, moda e arquitetura são desenvolvidas para proteger.
O que faz alguém se sentir confortável na própria pele depende muito do indivíduo, mas a função mais básica do vestuário é e sempre foi proteção—não importa quão vanguardista seja a execução do design. O ícone fashion Daphne Guinness usa roupas como armaduras incorporando spikes, hardware e corpetes-escudos em seu guarda-roupa—outra pessoa pode se sentir confortável usando apenas uma jaqueta de lã.
As próximas peças mostram como os estilistas então usando elementos da arquitetura para fazer roupas protetoras e duráveis. No entanto, estar abrigado necessariamente deixa a pessoa confortável? Novamente achamos que isso depende do usuário.
A estilista criativa Lianna Sheppard busca referências em outras disciplinas para atualizar suas várias linhas de esculturas 3D de vestir. A Tent / TTen mostra como uma barraca pode ser desconstruída, dissecada e reconstruída para servir como estrutura usável. Achamos que os manifestantes do Occupy Wall Street dariam ótimos modelos nesse caso.
GAIA: Veasyble

Foto por Luca Nelli
O coletivo italiano GAIA usa suas “conchas de privacidade” Veasyble para apontar as abstrações do isolamento, intimidade e ornamento. As esculturas estilo sanfona são feitas de papel colado com polietileno e tecido, e incluem uma versão atualizada da gola elisabetana, acessório de cabelo, máscara e bolsa.
Laura Malinverni and Cora Belloto: GUSHO
Laura Malinverni e Cora Belloto criaram um vestido inteligente que reage às radiações do ar. Desenvolvido com Arduino, sensor RF e um compressor, as câmaras de ar de bicicleta que estruturam o vestido inflam quando a radiação é detectada, protegendo assim o corpo. De maneira similar ao Suéter Detector de Poluição de Sue Ngo e Nien Lam, o GUSHO pretende abrigar as pessoas das impurezas do ambiente.
Iris van Herpen e Daniel Widrig: Escapism

O arquiteto e designer Daniel Widrig, que já trabalhou com Zaha Hadid, colaborou com a estilista Iris van Herpen em sua coleção Escapism. A coleção foi impressa em 3D sem nenhuma costura, criando escudos forte e leves que são basicamente armaduras prontas pra vestir.
Bart Hess: Echo
O artista multidisciplinar residente na Holanda Bart Hess mostra como a arquitetura pode transformar a fachada do corpo através de sua animação conceitual Echo. Criada originalmente para o National Glass Museum da Holanda, Echo apresenta as implicações das conchas humanoides, e é um tantinho kafkaniano.




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