Fazendo A Música Pop Soar Natural: Entrevista com Yuksek
Imagem cortesia de Quentin de Briey
Dava para acreditar que o set do músico Yuksek no nosso evento de Nova York em outubro aconteceu altas horas da madrugada, a julgar pela energia da multidão que dançava ao som do cara naquela tarde. Mas isso é meramente um testemunho do seu contagiante disco novo, Living on the Edge of Time, e de seu vigoroso show ao vivo.
Fomos os anfitriões da sua festa de lançamento europeia ano passado no nosso evento de Paris, onde Yuksek lançou as novas faixas em companhia de um baterista e de um tecladista/baixista. Agora, com o lançamento nos Estados Unidos se aproximando, conversamos com o príncipe do pop sobre turnês, tecnologia e sobre como é viver à beira do tempo.
The Creators Project: Da última vez que conversamos, você estava estreando com sua nova banda de três pessoas num show no La Gaite Lyrique e seu novo disco tinha acabado de sair no mercado europeu. Desde lá, você lançou um clipe para “On a Train” juntamente com um EP single. A sua música evoluiu nesses seis meses, e isso afetou de alguma maneira seus shows ao vivo?
Yuksek: Bom, os shows têm mudado bastante durante a turnê, mudamos o repertório, a ordem das músicas e encontramos novas coisinhas para tocar aqui e ali nas faixas.
Falando nisso, nós americanos ficamos um pouco irritados de ter que aguardar mais de seis meses para ouvir seu novo álbum. Por que essa espera?
Eu realmente preferia lançar o disco em todos os lugares ao mesmo tempo, mas meu selo francês, que detém meus direitos autorais, conversou com o selo americano e como eles tinham muitos lançamentos planejados tivemos que esperar…
Selos musicais, blerg! Então, você pelo menos tem planos para acrescentar uma turnê pelos Estados Unidos ao lançamento do disco? E se sim, a banda fará parte da turnê?
Claro, vamos tocar no SXSW em Austin e nosso agente já está organizando uma turnê para março. Com a banda completa.
Estaremos lá, com certeza. Bom, no The Creators Project falamos muito sobre a intersecção entre arte e novas tecnologias. Como discutimos antes com o Justice no nosso evento de Nova York, muita da nova tecnologia tem a ver com fazer a música soar o menos tecnológica possível. Como você encontra um equilíbrio entre o jeito clássico de fazer música e os recursos tecnológicos?
Eu gravei poucas baterias reais no meu último disco, por exemplo, mas eu queria que todas as partes de bateria parecessem “reais”. E um trabalho de arranjo, um trabalho de engenharia de som também, e tudo é feito dessa maneira desde as sessões de estúdio dos Beach Boys ou dos Beatles—fazer música pop que soe natural com mais tecnologia, e ter mais tecnologia realmente ajuda.
Achamos sempre interessante como as artes plásticas inspiram o som (e vice-versa). Você tem um artista plástico ou digital favorito no momento?
Gosto de fotografia. Gosto de visitar galerias também, mas não tenho nenhum artista por quem sou particularmente interessado. Gostei muito da exposição All de Maurizio Cattelan no Guggenheim e curto muito dadaísmo e os surrelistas franceses, mas não sou um especialista em arte contemporânea… não tenho muito tempo fora da música!
Nesse sentido, o que você anda ouvindo no momento?
Principalmente música mais antiga, Todd Rundgren, Al Stewart, Sparks, B-52’s, mas este ano eu gostei muito do último álbum do The Horrors e do último do Beach House também.
Concordamos com você. Obrigado por falar com a gente. Ficamos esperando pela turnê—as músicas novas são incríveis!
Obrigado!
Abaixo temos “Always On The Run”, o novo vídeo clipe de Living on the Edge of Time.[Mais ou menos NSFW]




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