Radical Friend Conta Conceito do The Digital Flesh
No evento do The Creators Project em Nova York, a dupla de criadores Julia Grigorian e Kirby McClure exibiram pela primeira vez a instalação The Digital Flesh. Neste sábado, a temos a matriz do organismo virtual de mil cabeças na edição brasileira do evento. Aqui os artistas falam do processo de criação da obra.
Julia Grigorian: A fusão entre tecnologia e o mundo orgânico sempre inspirou nosso trabalho, então temos isso na cabeça há um bom tempo.
Kirby McClure: A ideia é viajar pelo mundo scaneando as pessoas para que elas se tornem parte dessa mega-forma. O resultado será basicamente um organismo gigante composto de todas essas imagens 3D. Nos interessamos muito pela ideia da coexistência de seres humanos e tecnologia, pelas formas de pensamento que são criadas pela internet e como isso tem se tornado uma espécie de inconsciente coletivo que as pessoas acessam, incrementam e trazem para suas vidas. Decidimos criar a manifestação física disso, que será exibida em Pequim, quando o projeto sairá da internet e as pessoas poderão vê-lo como um holograma no espaço.
Julia Grigorian: Só em Pequim vamos saber como é que o projeto realmente ficou. É quando ele vai nascer. A tecnologia foi especialmente desenvolvida para esse projeto. Scanners 3D existem, mas nunca existiram experiências com imagens em movimento fora dos laboratórios. É a primeira vez que isso é utilizado em uma instalação. O projeto tem muito disso, pegamos tecnologias que já existem para outros fins e usamos de um jeito diferente.
O projeto The Digital Flesh já passou por Nova York e Londres e depois de São Paulo ainda passará por Seul e Pequim. Dá para acompanhar a gestação da instalação pelo site, que será atualizado logo para ficar mais interativo. Também estamos desenvolvendo outros aplicativos para tornar a formação deste organismo virtual cada vez mais interessante.





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