The Creators Project No Pavilhão Da Bienal: Resumo Dia 3

por Equipe The Creators Project 1 de agosto

O terceiro e último dia do The Creators Project no Pavilhão da Bienal pode ser definido em poucas palavras: um épico. É fato que todas as nossas expectativas ao longo de um ano de preparação foram superadas e nós ficamos muito orgulhos, não só em ver a quantidade de pessoas de todas as idades curtindo as instalações durante o dia, mas também com a presença de todos na grande festa de lançamento do novo álbum do Emicida.

Mal caiu a noite e a fila na porta do Pavilhão não parava de crescer, muita gente ansiosa para ver a apresentação do rapper e ouvir ao vivo os hits instantâneos de Doozicabraba e a Revolução Silenciosa que ele soltou pela internet afora na madrugada anterior. Aliás, um dos pontos mais impressionantes da nossa noite foi perceber que muitos já sabiam cantar as letras das músicas recém-lançadas. Enquanto as portas estavam sendo abertas para o público — já mencionamos o tamanho da ansiedade, né? — o pessoal ia se ambientando, se encantando pelas obras, curtindo uns drinques e se aquecendo para a noite com o ótimo Dj set de Tom Vek e Saam Farahmand. A dupla apresentou um som moderno e descontraído, música eletrônica com suingue e, como não poderia deixar de ser, versões mixadas de músicas de Vek como “A Chore” e a nova “Aroused”. As projeções de Fahramand eram um convite à dança: imagem de famosos e ilustres desconhecidos dançando sem parar, sozinhos, curtindo a vida por curtir. Quando Zegon chegou nas picapes, as meninas animadas do Chairlift já tinham transformado o Pavilhão da Bienal em uma grande pista de dança, iluminada pelas projeções do coletivo Bijari.

Mas Emicida era o grande popstar da noite. Sentado no estúdio do TerraSonora montado no Pavilhão da Bienal, o rapper era observado por um monte de jornalistas e curiosos enquanto dava entrevista para Lorena Calábria. Alguns drinques depois, o público se concentrou em peso em frente ao palco logo que DJ Nyack soltou as primeiras batidas de “Rinha, Já ouviu falar?”, faixa da mixtape Emicídio. E todo mundo cantou junto. A surpresa veio quando a galera mostrou que já sabia de cor as músicas do novo EP, que havia sido lançado há menos de 24 horas para download por aqui. Mais tarde o próprio Emicida disse ter ficado impressionado com a velocidade que os fãs assimilaram o novo trabalho. “Parecia que eles tinham estudado para a prova!”, brincou. Devem ter levado a sério seu pedido no twitter, no dia anterior:

@emicida Vamos decorar as músicas para amanhã ficar loco na Bienal hein!!! #Doozicabraba.

Para acompanhar o rapper, os convidados que fazem participações nas faixas do EP marcaram presença, com exceção de MV Bill. Mas a música “Pequenas Empresas” contou com as rimas de Don Pixote ao vivo. A voz de Fabiana Cozza ecoou lindamente no pavilhão, interpretando a suave “Cacariacô”. Outros convidados bem especiais: a cantora Paola (de “Canção para Meus Amigos Mortos), Fióti (vocais em “Licença” e “Só Mais Uma Noite”) e Rael da Rima, que tem participação em diversas faixas. Beatnick foi chamado para tocar na guitarra o riff de “Num é só ver” e no final todos se juntaram no palco para o encerramento, com o primeiro sucesso do Emicida, “Triunfo”. Todas as mãos pro alto fazendo um “N” (a rua é nóiz). Para quem esteve lá, foi uma grande alegria. Para o rapper, mais uma missão cumprida:

@emicida Fazer um grande show na bienal, independente, e o rap brasileiro ser a grande atração, podemos riscar da lista também…

Fique ligado para o documentário completo sobre a ascenção de Emicida em breve. E obrigado a todos que participaram e dividiram essa celebração conosco ao longos do três dias do evento. Até a próxima!

Comentários

blog comments powered by Disqus